quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O que estaria fazendo a assessoria da Unisc?



Fábio Felício e Fernando de Oliveira
Enquanto parte dos acadêmicos de comunicação participavam da palestra Assessoria de Imprensa, ministrada por Márcia Melz, na quarta-feira pela manhã, na 18º Semana Acadêmicado curso de Comunicação Social (Seacom), o que estaria fazendo a assessoria de imprensa da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc)? O blog Sem Calhau foi conferir.
Passava das 8h30min quando a reportagem entrou na sala da assessoria do campus, onde
foi atendida pela secretária, que a conduziu até Josemar Santos, único assessor de imprensa da Universidade - são dois no total - trabalhando naquele horário.
Prestativo, ele atende ao Calhau, mas já avisando que seu tempo é curto. “Preciso fazer uma matéria daqui a 30 minutos”, diz ele.  “Sem problemas”, responde a reportagem. “Seremos rápidos”.
A pauta que Josemar está prestes a cobrir, no entanto, nada tem a ver com a palestra sobre sua própria área, que está em curso no Anfiteatro do bloco 18. Por quê? “A Semana Acadêmica acontece em todos os cursos. Para nós, não seria viável a cobertura de todas elas. Gostaríamos de ir acompanhar o evento de hoje, claro, até porque fala sobre nossa área, mas tínhamos como pauta a cobertura de um evento do curso de Psicologia”.
Josemar Santos na redação de Assessoria de Imprensa da Unisc
Josemar explica que a reunião de pauta é rápida e que os temas definidos nela não são abordados de maneira profunda. “Fazemos releases curtos, pois não podemos fazer textos longos com mais de uma fonte, para evitarmos visões pós e contra sobre as pautas. Isso causaria polêmica aqui dentro - da Unisc -”, conta o jornalista, que já trabalhou em veículos como RBS TV, Rádio Gaúcha e hoje atua, também, como locutor esportivo na Rádio Santa Cruz.
Em função disso, Josemar diz sentir falta da “correria” da redação de um jornal ou da TV para cobrir uma “pauta real”. “No jornalismo de assessoria você passa a maior parte do tempo sentado, disparando releases para os veículos de comunicação”, argumenta ele, cuja carga horária de trabalho raramente passa de seis horas por dia, diferente do que ocorre nas redações da imprensa diária.
Nesse momento, Josemar recorda de um episódio de seu tempo como jornalista de TV. Em 2007, quando ocorreu a tragédia com o avião da TAM no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ele teve que cobrir para a RBS TV os funerais de vítimas do acidente que residiam no Vale do Rio Pardo.
“Foi muito difícil abordar as pessoas e pedir uma entrevista num momento de tanta dor e comoção”, lembra. “Mas esta é a nossa função e temos que ir em frente e não se deixar envolver pela emoção. Jornalismo é isso”, completa.
O tempo previsto para a conversa já esgotou. Josemar se despede da reportagem do Sem Calhau e parte para seu compromisso. Antes disso, porém, diz que não descarta voltar a trabalhar com jornalismo diário.

Ele finaliza dando um conselho aos jovens jornalistas: “Tentem se adaptar a todos os tipos de plataformas do nosso meio. No mundo de hoje, a versatilidade e a agilidade são fundamentais para a função e impulsionam carreiras”.

Ouça também o comentário de Daniel Bonilla e Sebástian Amorin sobre a importância  da Seacom

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