Enquanto parte dos
acadêmicos de comunicação participavam da palestra Assessoria de Imprensa,
ministrada por Márcia Melz, na quarta-feira pela manhã, na 18º Semana Acadêmicado curso de Comunicação Social (Seacom), o que estaria fazendo a assessoria de
imprensa da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc)? O blog Sem Calhau foi
conferir.
Passava das 8h30min quando a reportagem entrou na sala da
assessoria do campus, onde
foi atendida pela secretária, que a conduziu até Josemar Santos, único assessor de imprensa da Universidade - são dois no total - trabalhando naquele horário.
foi atendida pela secretária, que a conduziu até Josemar Santos, único assessor de imprensa da Universidade - são dois no total - trabalhando naquele horário.
Prestativo, ele atende ao Calhau, mas já avisando que seu tempo é curto. “Preciso fazer uma
matéria daqui a 30 minutos”, diz ele. “Sem problemas”, responde a
reportagem. “Seremos rápidos”.
A pauta que Josemar está prestes a cobrir, no entanto, nada
tem a ver com a palestra sobre sua própria área, que está em curso no
Anfiteatro do bloco 18. Por quê? “A Semana Acadêmica acontece em todos os
cursos. Para nós, não seria viável a cobertura de todas elas. Gostaríamos de ir
acompanhar o evento de hoje, claro, até porque fala sobre nossa área, mas tínhamos
como pauta a cobertura de um evento do curso de Psicologia”.
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| Josemar Santos na redação de Assessoria de Imprensa da Unisc |
Em função disso, Josemar diz sentir falta da “correria” da
redação de um jornal ou da TV para cobrir uma “pauta real”. “No jornalismo de
assessoria você passa a maior parte do tempo sentado, disparando releases para os veículos de
comunicação”, argumenta ele, cuja carga horária de trabalho raramente passa de
seis horas por dia, diferente do que ocorre nas redações da imprensa diária.
Nesse momento, Josemar recorda de um episódio de seu tempo
como jornalista de TV. Em 2007, quando ocorreu a tragédia com o avião da TAM no
aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ele teve que cobrir para a RBS TV os
funerais de vítimas do acidente que residiam no Vale do Rio Pardo.
“Foi muito difícil abordar as pessoas e pedir uma entrevista
num momento de tanta dor e comoção”, lembra. “Mas esta é a nossa função e temos
que ir em frente e não se deixar envolver pela emoção. Jornalismo é isso”,
completa.
O tempo previsto para a conversa já esgotou. Josemar se
despede da reportagem do Sem Calhau e parte para seu compromisso.
Antes disso, porém, diz que não descarta voltar a trabalhar com jornalismo
diário.
Ele finaliza dando um conselho aos jovens jornalistas:
“Tentem se adaptar a todos os tipos de plataformas do nosso meio. No mundo de
hoje, a versatilidade e a agilidade são fundamentais para a função e
impulsionam carreiras”.
Ouça também o comentário de Daniel Bonilla e Sebástian Amorin sobre a importância da Seacom
Ouça também o comentário de Daniel Bonilla e Sebástian Amorin sobre a importância da Seacom


